terça-feira, 27 de novembro de 2012

Q&A: Nervosismo antes do primeiro show

Fala johnny blza? acompanho seu blog a um bom tempo e quero te parabenizar pelas suas materias, sao mto boas! eu toco guitarra e tenho um show marcado pra janeiro, sei que ainda está longe mas é o meu primeiro show, estou super ansioso e com certo frio na barriga, tem alguma dica pra me dar? o baixista da banda é o mais experiente e me da algumas dicas, mas queria algumas dicas suas se nao for pedir demais! - José Augusto

O primeiro show, o sonho de muitos iniciantes, porém, o nervosismo da grande maioria ao se aproximar do momento derradeiro.

A primeira dica é óbvia, e aposto que muitos já lhe deram esta dica: Relaxe! Fique calmo, ficar nervoso não te ajuda em nada, muito pelo contrário, pode te atrapalhar mesmo que você esteja totalmente preparado para a apresentação.

Antes da apresentação, lembre-se de se aquecer, toque algumas escalas na guitarra, músicas que fazem parte de seu repertório, principalmente as que você tenha certa dificuldade, ou as que acha mais difíceis.
Ao subir no palco, lembre-se que você não precisa ficar pensando "Estou tocando para 500 mil pessoas", toque normalmente, como se estivesse em seu quarto ou no estúdio, ensaiando.
Ocupar sua mente com pensamentos inúteis como este farão você perder sua concentração na música, podendo ocasionar em erros feios, portanto, concentre-se somente na música que está tocando.

Você não precisa agir como um Rockstar, pensando que está surpreendendo as menininhas, fazendo isso você poderá estar conseguindo o resultado oposto, pagando mico e fazendo todos pensar: "Nossa, que molequinho convencido". Aja naturalmente.

Algumas dessas dicas podem parecer meio "assustadoras" a princípio, porém, são muito importantes e você poderá se certificar quando tiver mais experiência.

Se você tem uma pergunta e quer que ela seja respondida aqui, mande um e-mail para:
contato.guitarra-e-musica@hotmail.com
Até mais!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Superação musical

Todos nós passamos por dificuldades, seja na música, no aprendizado, ou mesmo em nossa vida pessoal.
Esta galera provou superar até mesmo os maiores obstáculos com o gosto pela música, vamos ver algumas destas provas de superação:











Assistindo estes vídeos podemos ver o quanto somos fracos durante certos momentos, muitas vezes desistindo de nossos objetivos rápidamente quando nos deparamos com um obstáculo.
Essas pessoas, mesmo com obstáculos maiores que os nossos, foram capazes de ultrapassar esses obstáculos, e assim servirem de inspiração para nós.

...E você aí reclamando porque não consegue fazer pestana, né?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Q&A: Dicas para se montar uma banda

Estou inaugurando com este post a série Q&A (Questions & Answers, ou em português: Perguntas e respostas). Deixei o e-mail de contato do blog em um dos posts, e recebi algumas mensagens, então decidi tirar algumas dúvidas por aqui.
Vamos inaugurar com uma pergunta muito comum:

Oi Johnny, meu nome é Julio e tenho 17 anos e to montando uma banda com meus amigos, tem umas dicas pra dar pra gente? é nossa primeira banda e ainda não sabemos mto bem oq fazer. Sou fã do blog, parabens pelo seu trabalho.

Montar uma banda é sempre muito díficil por mil e uma razões, ainda mais sendo a primeira banda, você e seus companheiros não têm experiência ainda, e isso poderá atrapalhar vocês logo no começo, talvez fazendo as escolhas erradas, mas isso é mais do que normal, e como dizem: É errando que se aprende.
A maioria das pessoas acham que para montar uma banda só é preciso arranjar umas duas ou três pessoas, e se juntar para tocar pelo menos umas duas vezes por mês. Se fosse fácil assim ninguém mais trabalhava, todos montariam uma banda.

A primeira pergunta que você deve responder é: Estou montando uma banda por diversão/hobby, ou porque quero trabalhar profissionalmente como músico?

Se sua resposta for a segunda opção, saiba que não é um caminho fácil de se conquistar, e este caminho exige muito mais responsabilidade.

São vários problemas que se deve levar em conta, muitas vezes é difícil encontrar integrantes que tenham o mesmo tempo livre que o seu, seja pela escola/faculdade, ou muitas vezes por trabalhos, o que consequentemente, tornará muito difícil coincidir uma folga entre os integrantes para se fazer um ensaio, ou até mesmo apresentações.

Agora temos outro erro muito comum entre os jovens, principalmente entre os iniciantes da música, é o Estrelismo (Também conhecida como "Síndrome de Axl Rose"). Este problema é aquele cara que só começou a tentar tocar um instrumento, ou fingir que canta para tentar comer as menininhas da escola, se acha o dono da banda e de seus integrantes, só ele está certo em suas decisões, e quem pensar do contrário é porque está querendo briga.
Se sua banda tem alguém assim, prepare-se pro fim, pois ele com certeza será o fim da banda.
Como muitos músicos dizem, uma banda é como se fosse um casamento, todos os integrantes precisam trabalhar em conjunto para chegar juntos em algum lugar.

Outro obstáculo é encontrar pessoas que invistam tanto na banda quanto você. Muitas vezes (E eu digo muitas mesmo) você irá lidar com pessoas que não vão estar nem aí pra banda, não será responsável com suas obrigações (Como não tirar uma música, ou não comparecer a um ensaio porque precisa jogar World of Warcraft ou Diablo III).

É preciso ter visão e organização para empreender em uma banda, por exemplo, procure ensaiar frequentemente em dias e horários pré-definidos. Por exemplo, combinem de todo sábado ensaiarem juntos em um estúdio. Para complementar, procurem não ir ao estúdio sem saber o que vão fazer, tenham já tudo preparado, com o "ensaio ensaiado", combinem antes, que músicas vão tocar, o que vão fazer, etc.

Procure não tirar músicas fora do nível dos integrantes da banda, procurem começar sempre por músicas mais fáceis, mesmo que os integrantes toquem bem, isso porque, além das músicas serem mais fáceis de serem executadas, vocês conseguirão dominá-las em muito menos tempo, conforme tiverem bastante músicas no repertório, vão tirando músicas mais complicadas e difíceis, pois embora tomem mais tempo para serem tiradas com maestria, vocês já terão várias músicas prontas no repertório de vocês.
Esta estratégia ajuda até mesmo para marcar as primeiras apresentações, ajudando também a conseguir seus primeiros contatos profissionais.

Espero que esta resposta seja útil para você, e também para muitas outras pessoas,
qualquer dúvida escreva um comentário.
Caso tenha uma pergunta, mande um e-mail para: contato.guitarra-e-musica@hotmail.com
Até a próxima!

domingo, 8 de julho de 2012

O poder dos sons

Cada nota possui sua frequência sonora, como um A4 (O lá acima do Dó central) que possui 440hz.
Mas no mundo da física, uma frequência sonora é muito mais que notas musicais.

O som nada mais é que vibrações na pressão do ar, existem vibrações em diversas frequências, denominadas hertz. Basicamente uma vibração lenta, produz um som mais grave, e uma vibração mais rápida, produz um som mais agudo.

O ser humano é capaz de escutar frequências entre 20hz e 20.000hz (ou 20khz). Porém, existem outras frequências, que nós não conseguimos identificar. Frequências acima de 20.000hz são chamadas de ultra-som, enquanto frequências abaixo de 20hz, são chamadas de infra-som.

Os diferentes animais possuem uma faixa de frequências diferentes, reconhecendo sons que seria impossível a um ser humano, como segue a lista:

Gatos: 10hz a 60.000 Hz
Cães: 15hz a 50.000 Hz
Morcegos: 10.000hz a 120.000 Hz
Golfinhos: 10.000hz a 240.000 Hz

Alguns animais são capazes até mesmo de "prever o tempo", isto porque, fenômenos como a chuva, o vento, e até mesmo as ondas do mar, produzem sons que humanos não são capazes de escutar.
Não só capazes de escutar frequências que nós humanos não somos capazes, alguns animais também, por possuirem uma capacidade auditiva mais ampla, usam as frequências sonoras para se comunicar entre si, se guiar, e evitar predadores.

Caso nós fossemos capaz de escutarmos infra-sons, seríamos capazes até mesmo de escutar os músculos de nosso corpo trabalhando.

Imagem ultra-som
Sabendo disso, o homem consegue usar este conhecimento a seu favor, por exemplo: Com máquinas de ultra-sonografia, que permitem visualizar orgãos do corpo humano de modo não invasivo em imagens seccionais e tridimensionais, através do eco produzido pela frequência sonora no corpo do paciente.

O sonar, antigamente utilizado para localização de submarinos inimigos durante a guerra, que acoplado à um receptor, emite ondas ultra-sônicas que se propaga pelas águas, reflete no fundo do oceano e nos objetos (submarinos ou peixes), e retorna ao receptor com informações como profundidade do oceano, e a localização de objetos.

Até mesmo crianças começaram a tirar proveito de sons de alta frequência. O Mosquitone também conhecido como "Zumbitone" é uma freqência de 14,4khz que alunos começaram a usar como toque de celular. Esta frequência é inaudível para adultos, que perdem parte da percepção sonora ao atingir certa idade. Então, a "utilidade" deste som, seria de poder usar o aparelho celular e trocar mensagens sem que fossem pegos pelo professor. Originalmente, o Mosquitone foi uma frequência de 17khz desenvolvido para controlar adolescentes, funcionando como um tipo de sirene para dispersá-los.

O ultra-som é até mesmo utilizado para adestramento de cães, ensinando-os a ter certos comportamentos ao ouvir o som de um apito ultra-sônico.

Infrassons, ao contrário de outras frequências, são pouco sujeitas à perturbações ou interferências quando se propaga pelo ar, portanto, uma frequência sonora muito mais poderosa.
Um elefante pode produzir frequências infra-sônicas que podem ser detectadas a uma distância de até 2km.
Já o rugido de um tigre possui uma frequência infra-sônica capaz de paralisar suas presas.
Uma frequência infra-sônica é tão poderosa que pode até mesmo destruir contruções e estourar orgãos humanos, com este conhecimento, buscam produzir armas de guerra utilizando de ondas infra-sônicas.


A voz humana: O Primeiro instrumento musical
De modo simples, podemos dizer que um instrumento musical é qualquer coisa capaz de gerar diversas frequências sonoras, ou, como nós músicos conhecemos: Notas musicais.
Cada pessoa possui um registro vocal dependendo de sua voz, podendo ser:

Baixo: 80 a 365 Hz
Barítono: 100 a 450 Hz
Tenor: 140 a 540 Hz
Contralto: 180 a 730 Hz
Soprano: 270 a 1230 Hz

Uma pessoa com registro vocal Baixo, possui voz grave, já uma Soprano, possui uma voz alta e aguda.
Segue uma lista da média de frequências produzida por seres-humanos:

Homens: 105 Hz (Lá 1)
Mulheres: 213 Hz (Lá 2)
Crianças: 290 Hz (Ré 3)
Bebês: 449 Hz (Lá 3)


A Velocidade do som
O som possui uma velocidade de 340,29 m/s ou 1224 Km/h (Podendo variar, dependendo do material de propagação):
Borracha: 54 m/s
Água: 1.400 m/s
Ferro: 5.100 m/s
Granito: 6.000 m/s
Aço: 5.900 m/s

Avião atingindo velocidade super-sônica
Quando um avião atinge uma velocidade superior à velocidade do som, este quebra a barreira do som criando um estrondo sônico (Sonic boom), como vemos na imagem ao lado.

O cone branco é formado por gotículas de água condensada, devido à súbita queda de pressão em regiões ao redor da aeronave.

Isso acontece porque, um som, em geral, se propaga para todos os lados, conforme a aeronave vai aumentando sua velocidade, a área de propagação do som vai alterando, se propagando mais para trás da aeronave, que já começa a alcançar a velocidade do som. Quando a aeronave alcança e ultrapassa a velocidade do som, as ondas sonoras não conseguem se propagar para frente da aeronave, já que ela é mais rápida que o som. Ao atingir e ultrapassar esta velocidade, acontece então o efeito da imagem.

Não somente algumas aeronaves são capazes de ultrapassar a velocidade do som, os projéteis de algumas armas saem do cano da arma a uma velocidade superior à velocidade do som, criando por uma fração de segundo o estrondo sônico, mesmo efeito conseguido por algumas aeronaves ao alcançar a velocidade do som. O som que escutamos ao estalar um chicote também é um mini estrondo sônico.


A potência dos sons
O Decibél é uma medida física do som, com ela medimos a potência de um som, em outras palavras, seu volume. O decibél começou a ser utilizado como medição da potência do som pois os Watts possuem uma ampla faixa de variação, por exemplo:

Murmúrio: 0.000.000.001 watt
Grito: 0.001 watt
Orquestra sinfônica: 10 watts
Avião a jato: 100.000 watts

Sendo assim, uma escala logarítmica, como o decibél, é mais adequada para medida dessas grandezas físicas.

Como já diz o título da postagem, as frequências sonoras são realmente poderosas, e assim como já lemos que uma frequência infrassônica pode nos matar, Frequências que sofrem muita amplificação na pressão do ar, ou seja, sons em volume muito alto, não só podem nos fazer perder a audição, como também pode nos matar.

135 dB: Você tem a sensação de que o ar está mais frio;
140 dB: Garganta e cordas vocais passam a vibrar;
142 dB: Seu peito começa a dar golpes de forma intensa;
148 dB: As vibrações começam a ficar desconfortáveis e até mesmo doloridas;
150 dB: Você experiencia uma horrível sensação de esmagamento, como se estivesse no fundo do mar;
155 dB: A compressão e expansão das vibrações podem ser sentida no coração;
158 dB: A vibração fica violenta e causa náuseas intensas; 
165 dB: A cera de seus ouvidos são derretidas.
190 dB: Os tímpanos são rompidos;
198 dB: Morte causada por som (onda de choque).

Para que você tenha uma idéia melhor, confira a lista:

Silêncio: 0dB
Sussurro: 15dBs
Geladeira: 40dBs
Conversa: 60dBs
Secador de cabelo: 70dBs
Despertador: 80dBs
Metrô: 90dBs
Buzina: 110dBs
Shows de Rock: 120 -130dBs
Tiro: 140dBs
Ônibus espacial: 150dBs
Foguete: 180dBs

Na escala de decibéis, um som que é duas vezes mais poderoso possui somente 3dBs a mais, ou seja, isso significa que uma potência de 90dBs é quatro vezes a potência de 84dBs.

Isto é apenas o começo, mas só este pequeno texto já serviu para exemplificar o poder dos sons.
Espero que tenham gostado, até a próxima!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Explicando o desaparecimento

Olá pessoal.
Venho a partir desta postagem explicar a falta de conteúdo no blog nessas ultimas semanas.

Como já havia explicado em outras postagens, tenho trabalhado muito, e por este motivo não tenho tido tempo de publicar novas matérias, já comecei a escrever algumas, porém me falta tempo para realizar tantas pesquisas, além de editar tantos textos.
Espero em breve poder publicar estas matérias, e também arranjar tempo para escrever novos conteúdos para vocês.

Deixarei aqui, um e-mail para contato, onde vocês poderão enviar dicas de conteúdo, críticas, sugestões, e porque não, mandar também sua dúvida em relação a assuntos referentes a música, instrumentos musicais, etc.
contato.guitarra-e-musica@hotmail.com

Você também pode mandar sua mensagem em nosso Facebook: https://www.facebook.com/GuitarraeMusica

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Música clássica beneficia cirurgias

Cirurgiões acreditam que tocar música clássica beneficia a recuperação de pacientes que sofreram alguma cirurgia.
Durante o estudo realizado, os pacientes escutaram as obras mais relaxantes de Beethoven e Bach.
Para os que preferiam um tipo de som Easy listening, os cirurgiões também tinham à disposição canções de Frank Sinatra.

O estudo foi conduzido por Hazim Sadideen, um cirurgião plástico do hospital John Radcliffe, em Oxford. Segundo Sadideen: "Passar por uma cirurgia pode ser uma experiência estressante aos pacientes, e encontrar modos de deixá-los mais confortáveis deve ser nosso objetivo como cirurgiões". - Além de outros motivos, pacientes mais calmos lidam melhor com a dor, e se recuperam mais rápidamente.

"Este estudo em pequena escala é a primeira tentativa feita para medir o impacto que a música tem neste pequeno grupo de pacientes, e visa a necessidade de um maior centro de pesquisas para estabelecer se isso deve ou nao se tornar uma prática padrão"

No estudo, 96 pacientes que participaram de pequenas cirurgias de rotina, foram aleatóriamente designados a escutar música clássica, ou passar sua cirurgia em silêncio. Todos estavam acordados durante o procedimento, que incluem retirada de lesões da pele e limpeza de feridas após acidentes.
Os pacientes que passaram sua cirurgia escutando música, demonstraram baixa ansiedade e uma menor taxa de respiração que os outros pacientes.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ter aulas de música aumenta o Q.I.

Um estudo realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, reporta que ter aulas de música deixa a pessoa mais inteligente, aumentando seu Q.I.

A idéia de que estudos musicais deixa as pessoas mais inteligentes recebeu uma atenção considerável de acadêmicos e também da mídia.
O estudo atual foi feito com crianças, em dois tipos diferentes de grupos de estudos, um com alunos que fazem aulas de teclado, e canto, e um segundo grupo de controle, com alunos de teatro, e pessoas que não fazem nenhum tipo de aula artística.

O Q.I foi medido antes e depois dos testes. Comparando o Q.I. de crianças do grupo de controle, o grupo musical exibiu um aumento mais significante da escala de Q.I. (Cerca de 6 e 8 pontos de Q.I.).

O pdf com o estudo pode ser encontrado aqui.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Como é feita uma guitarra Fender Stratocaster?

Já se perguntou qual o segredo das famosas guitarras Fender?
Neste curta entitulado de "A Strat is born" (Uma Strato nasce), é mostrado o passo-a-passo na criação de uma guitarra Stratocaster na fábrica da Fender, localizada em Corona, na Califórnia.
Partindo de um simples pedaço de madeira, e se transformando aos poucos em uma das guitarras mais desejadas por músicos.
Confira o vídeo:

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Bobinas de Tesla musicais

Para quem não sabe, a Bobina de Tesla é um transformador ressonante capaz de gerar uma tensão altíssima com grande simplicidade de construção, inventado por Nikola Tesla por volta de 1890.
Bobinas de Tesla alcançam 250 kV com relativa facilidade, e algumas chegam a 1,5 MV ou mais.

Mas o que pouca gente sabe, é que uma bobina Tesla, é também um instrumento musical. (?)

Fade to Black


Sweet home Alabama


House of the rising sun


Nyan Cat Theme


In the hall of the mountain king


Beethoven Virus


Super Mario Bros Theme


Legend of Zelda Theme


Tetris Theme


William Tell Overture


Canon Rock


Parabéns pra você

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Roger Waters e o antológico "The Wall - Live"

No último dia 01, o inglês, ex-baixista do Pink Floyd, fundador da banda, guitarrista, letrista, vocalista e compositor Roger Waters, orquestrou um dos maiores espetáculos musicais na terra: o show “The Wall – Live”, no estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), localizado na capital paulista.
Para quem está mais familiarizado sabe que Roger Waters se separou do Pink Floyd em 1985 para seguir carreira solo, e é o detentor dos direitos autorais do álbum The Wall, dentre outros álbuns conceituais da banda (The Dark Side of The Moon, Wish You Were Here e Animals).
Desde 2010 a turnê “The Wall – Live”, realiza um dos mais contemplativos shows de rock do mundo, apresentando o álbum na íntegra com efeitos visuais, sonoros e pirotécnicos.
Waters além de ser um músico altamente perfeccionista, é um ativista nas causas sociais, políticas e ambientalistas; se aprofunda no regimento político, religioso e militar de cada país antes de suas apresentações, e de maneira artística, o músico não se preocupa somente com a perfeição musical de cada apresentação, mas de show para show, de país em país, ressalta os problemas que cada nação vem enfrentando atualmente em termos sociais.

Os presentes neste show do último domingo tiveram a consciência das dimensões deste evento assim que se dirigiam ao estádio, ainda à caminho, a cidade parecia ter sido tomada por apreciadores do rock de diversas parte do Brasil e da América Latina, ouviam-se sotaques e idiomas diferentes, viam-se filas de van de excursão com placas de diversos estados, em cada ponto de ônibus, em cada estação de metrô, notava-se a ansiedade nos rostos de pessoas com camisetas, bandanas e bandeiras da banda Pink Floyd ou do álbum The Wall.
Ao nos aproximarmos do arredores do estádio, constatamos as proporções do evento, filas enormes, milhares e milhares de pessoas à perder de vista, com segurança, organização e uma infraestrutura impecáveis, assim que adentramos na pista 3 horas antes do show, as arquibancadas já estavam praticamente lotadas, e até a hora do início do show, que estava marcado para as 19:30h, não se via mais área desocupada, o estádio lotou com 70 mil cabeças!
Público da arquibancada, foto antes do show.
Contemplar aquele palco enorme durante todo o tempo de espera, contados minutos a minuto, nos levava a um estado de êxtase ao imaginar o que viria pela frente. Ai você que não pôde comparecer ao show, como forma de consolo talvez esteja pensando “deve ter sido igual ao DVD”, mas meu amigo, eu devo lhe dizer, foi MUITO melhor.
Palco, antes do show.
A banda subiu ao palco com somente 15 minutos de atraso, e o show se iniciou após a réplica de um avião de guerra se chocar com o dantesco muro de 137 metros de largura, construído de arquibancada à arquibancada, que provocou uma explosão no palco e após um amostra de fogos de artifício saídos de cima do palco, se inicia a apresentação da banda com a música In The Flesh?, seguida de The Thin Ice e Another Brick In The Wall pt. I o público delirou, dos mais marmanjos às mais ensandecidas fãs, notei algumas lágrimas, eu mesma, não contive algumas, tamanha era a emoção. E meu amigo, se eu tentar encontrar no dicionário as palavras mais dignas para descrever o que foi toda aquela sensação, tenho certeza que será perca de tempo, não existe um verbo, um termo ou um adjetivo para exatificar uma descrição cabível àquele espetáculo (estou arrepiada só ao lembrar).
Assim como na sequência do álbum, veio The Happiest Day Of Our Lives e em seguida a aclamada Another Brick In The Wall, pt. II, com o coro das 70 mil pessoas presentes, além do coral das crianças de um instituto da maior favela paulista, a Heliópolis. Neste momento, um gigante boneco inflável de um monstruoso professor, representando a opressão das escolas e da metodologia de ensino, que vale ressaltar, aqui no Brasil é digna de vergonha; se move pelo canto direito do palco, enchendo olhos e ouvidos de admiração.  
Durante a música "Another Brick in the Wall, pt. II
Fear Builds Walls (o medo constrói paredes), era a frase estampada na camiseta das crianças ao palco. Roger dá uma pausa para conversar com o público, com um discurso ensaiado em português, fala sobre a injustiça opressora no mundo, sobre as vítimas e guerra inocentes, sobre famílias corrompidas, infâncias ceifadas, sobre a crueldade existente aos menos favorecidos, tudo isso resumido em imagens que passavam no enorme muro, ele inclusive falou da injustiça que o mineiro Jean Charles de Menezes sofreu na Inglaterra, ao ser morto após ter sido confundido com um terrorista.

Envolto pela correia de um violão, Roger Waters inicia Mother, e enquanto cantava a parte ”Mother, should I trust the government?” (Mãe, eu devo confiar no governo?) no muro era projetado a frase NEM FUDENDO.
Em Good Bye Blue Sky, outra música emocional, com seu cunho de protesto, o público avistou no muro a projeção de aviões soltando ao invés de bombas, símbolos como cruzes cristãs, a estrela judaica, logomarcas de empresas multinacionais como McDonald's, Shell, Mercedez, dentre outras petrolíferas, empresas essas que sabemos bem, contribuem para o crescimento do mercado capitalista, explorações da natureza, infligindo leis ambientais sem grandes punições.
Durante "Good Bye Blue Sky"
Neste momento, o que parecia ser até então somente o seguimento da linha ideológica deste conceitual álbum do Pink Floyd, é mostrada a visão de Roger Waters sobre o mundo em que vivemos, sobre os efeitos que o dinheiro, o poder e as guerras têm sobre a nossa humanidade. Assistir a isso tudo diante dos olhos, é como levar um tapa na cara de mãos atadas, um incentivo à revolta individual dos presentes que entenderam o real significado das mensagens.
Enquanto víamos diversos fatos, diversas imagens históricas projetadas no imenso muro, tijolos iam se erguendo e fechando-o, até a entrada de Goodbye Cruel World, última faixa do primeiro disco, deste álbum duplo.
Antes do intervalo, final da canção "Goodbye Cruel World".
Após um intervalo de 20 minutos, tempo este em que refleti particularmente sobre tudo o que foi mostrado até então, a primeira música do Disco 2, Hey You, inicia-se, seguida de Is There Anybody Out There? e Nobody Home. Mais duas músicas e chega finalmente a vez de Confortably Numb, em que o público cantou junto efusiva e emocionalmente. Durante a Run Like Hell, um javali inflável enorme é dirigida ao público, com frases escritas à serem vistas por todo o estádio “BRASIL É LAICO” de um lado, e “O NOVO CÓDIGO FLORESTAL VAI MATAR O BRASIL” de outro. 
Javali já esvaziado pela platéia.
Para os desinformado, o novo código florestal foi criado para favorecer os maiores fazendeiros e latifundiários das terras brasileiras, que em suas terras há grande parte das florestas preservadas pelo IBAMA, nascentes de rios, mata atlântica e pantanal, até então defendidas e intocadas pelo órgão responsável por sua conservação. Este javali, antes mesmo de chegar à metade da pista, foi massacrado e se esvaziou.
Roger Waters vestido com representativo uniforme emblemático.

Projeções no muro ainda intacto.
Enquanto isso a banda tocava a frente do muro, até o início de Tear Down The Wall (derrubem o muro), em que ele vem abaixo junto com The Trial. Na última música do segundo álbum, Outside the Wall, Waters e banda vêm à frente dos destroços para finalizar a apresentação. Agradecendo ao público depois dessas mais de 2 horas de show, a plateia numa mescla de cansaço, euforia, extase e exaustão, se retiram das pistas e arquibancadas desta apresentação que não houve pedido de bis, e neste momento é que ouvimos diversos comentários dos mais fãs aos nem tanto, das constatações, e das comparações com o seu show anterior “The Dark Side of The Moon” aqui no Brasil em 2007. 


Essa apresentação, este espetáculo fantástico, sem dúvida ficará marcado na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de presenciar tal evento.
Um sonho realizado aos fãs de Pink Floyd e do multitalentoso músico Roger Waters.

Final do show, banda em agradecimento, destroços do muro ao fundo.
Banda:

Roger Waters – vocal, baixo, violão, trompete
Robbie Wyckoff – vocal
Graham Broad – bateria, percussão
Dave Kilmister – guitarra, banjo
G.E. Smith – guitarra, baixo, bandolim
Snowy White – guitarra
Jon Carin – teclado, violão, guitarra
Harry Waters – órgão, teclado
Jon Joyce – backing vocals
Kipp Lennon – backing vocals
Mark Lennon – backing vocals
Pat Lennon – backing vocals

Set List:
PRIMEIRA PARTE
1 – “In the Flesh?”
2 – “The Thin Ice”
3 – “Another Brick in the Wall – parte 1″
4 – “The Happiest Days of Our Lives”
5 – “Another Brick in the Wall – parte 2″
6 – “Mother”
7 – “Goodbye Blue Sky”
8 – “Empty Spaces”
9 – “What Shall We Do Now?”
10 – “Young Lust”
11 – “One of My Turns”
12 – “Don’t Leave Me Now”
13 – “Another Brick in the Wall – parte 3″
14 – “The Last Few Bricks”
15 – “Goodbye Cruel World”
SEGUNDA PARTE
16 – “Hey You”
17 – “Is There Anybody Out There?”
18 – “Nobody Home”
19 – “Vera”
20 – “Bring the Boys Back Home”
21 – “Comfortably Numb”
22 – “The Show Must Go On”
23 – “In the Flesh”
24 – “Run Like Hell”
25 – “Waiting for the Worms”
26 – “Stop”
27 – “The Trial”
28 – “Outside the Wall”

Imagens por Wagner Pinheiro.