quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como ler partituras

Hoje as coisas são bem mais fáceis, e muitos se perguntam: "Pra que aprender partitura se posso ler tablaturas ou deixar o Guitar Pro me ensinar?".
Bem... De certo modo isso pode até ser verdade, mas como esperar se tornar um bom músico sem aprender a ler partituras? Afinal, uma coisa é saber tocar, tocar bem e saber várias técnicas, outra coisa é ser músico!

Uma hora ou outra na vida de um "músico", este irá se deparar com uma partitura que precisa ler...
E se não souber ler partituras?

















Pois é, então vamos iniciar a aula e aprender a ler partituras?

Ao contrário das tablaturas, que informam as notas e a ordem a serem tocadas, informando também as cordas do instrumento, e as cifras que só informam os acordes.
A partitura além de informar as notas, informa também o tempo em que estas notas devem ser tocadas para se formar a melodia correta.

Para isso, cada nota da partitura informa por quanto tempo esta deve ser tocada, confiram a tabela:

A semibreve possui quatro tempos, isso significa que em uma música 4/4, esta nota deve ser tocada por um compasso inteiro.

Cada nota seguinte possui a metade de seu valor. A mínima possui metade da semibreve (Dois tempos), a semínima possui a metade da mínima (Um tempo), a colcheia possui a metade da semínima (Meio tempo), e assim por diante...

Um compasso 4/4 é o mais utilizado, e este possui quatro tempos, como ele mesmo já informa, isto significa que dentro de um compasso 4/4 cabe uma semibreve, ou duas mínimas, ou quatro semínimas, ou uma mínima mais duas semínimas, etc...

Lembre-se de sempre respeitar o limite de um compasso.


Porém nem sempre você poderá viver de partituras sabendo só isso, existem complementos para se criar partituras, e estes são os seguintes:

O ponto de aumento, como o próprio nome já diz, aumenta o valor da nota pela metade. Por exemplo, se aplicado à uma mínima que possui dois tempos, esta passará a valer três tempos; Se aplicado à uma semínima que possui um tempo de execução, esta passará a valer um tempo e meio.

As tercinas devem ser executadas com 2/3 de seu tempo, e deverão ser usadas em conjunto de 3 notas de mesmo valor (existem exceções). Basicamente você deverá tocar uma tercina (três notas) com tempo uniforme no espaço de duas notas.

O Stacato deve ser tocado pela metade de seu tempo. Por exemplo, se um stacato estiver marcado em uma colcheia, esta deverá ser executada como se fosse uma semi-colcheia, seguida de uma pausa, também no valor de uma semi-colcheia, formando assim um tempo completo de uma colcheia.

Uma fermata não especifica seu valor, este geralmente quem o diz será o regente ou mesmo o próprio intérprete. Por exemplo, a fermata pode ser aplicada na nota ou acorde final de uma canção, e esta pode ser executada por tempo indeterminado.

A ligadura, como o próprio nome já diz, liga uma nota à outra(s). Por exemplo, uma ligadura deve ser aplicada na partitura quando um hammer-on ou pull-off for executado no violão ou na guitarra.

Na tablatura para guitarra/violão temos seis linhas (quatro linhas se a tablatura for para baixo), cada uma das linhas informa uma corda do instrumento.
Na partitura as cordas não são informadas, até porque, uma partitura pode ser lida para ser executada em qualquer instrumento musical.

Uma partitura é escrita em um pentagrama, que como o próprio nome diz, são cinco linhas horizontais onde são escritas as notas e seus tempos.

Um pentagrama pode informar a clave de Sol, ou a clave de Fá (Também pode informar a clave de Dó, embora esta seja pouco utilizada).
Cada clave possui o dó central localizado em uma posição diferente, o que facilita a leitura para cada instrumento.

Cada instrumento possui sua clave, no caso da guitarra e violão, utilizamos a clave de Sol, o baixo utiliza a clave de Fá, já o piano/teclado utiliza as duas claves em conjunto.

Uma partitura é escrita dentro dessas cinco linhas e seus espaços, podendo também ultrapassar estas linhas para cima ou para baixo, deste modo sendo possível escrever notas mais agudas ou graves.

Cada clave informa notas diferentes em cada posição, não alterando apenas a sua oitava, deste modo é preciso decorar a posição de cada nota para cada clave.
Então, se você for só guitarrista ou violonista, aprenda somente a clave de sol, se você só tocar baixo, aprenda somente a clave de fá, se você for ambos ou tocar piano/teclado, ou simplesmete se quiser se tornar um melhor músico, aprenda ambas as claves.

Comece aprendendo somente a posição de algumas notas.
Por exemplo, na clave de sol: A 1ª linha de baixo para cima é um mi, com isso você já saberá que o espaço entre a 1ª e a 2ª linha é um fá, e consequentemente, a 2ª linha é um sol, a última (5ª) linha é um fá, então o espaço da 4ª para a 5ª linha é um mi, a linha do meio é um si, então o espaço entre a 3ª linha e a 4ª é um dó, etc...

Cada nota pode possuir um sustenido (#) ou um bemol (b), que como já devem saber, aumentam ou diminuem um semitom da nota original.
Em partituras você não precisa aplicar um acidente (sustenido ou bemol) em cada uma da mesma nota, se você aplica um sustenido à uma nota Dó, todas as notas dó a seguir estarão com sustenido, sem que esta precise estar marcada com um sinal de sustenido.
Então caso precise anular o acidente em questão, você pode usar o sinal Bequadro:

Como na partitura, damos não só as notas, mas também o tempo delas e da música em sí, precisamos estar atentos ao tempo da música, saber como escrevê-las em partituras, e também como as ler:















O compasso 4/4 é o mais utilizado em todos os estilos, seguido de compassos 3/4, muito comuns em Blues e em outros estilos também.

O 1º número informa a quantidade de tempos que cada compasso permitirá, e o 2º número informa a unidade de tempo (Semínimas, colcheias, etc).

No caso, um compasso 4/4 permite quatro semínimas por compasso.
Um compasso 3/4 possui o tempo de três semínimas.
E um compasso 6/8 permite seis tempos de colcheias.

É óbvio que você não precisa utilizar somente semínimas só porque um compasso 4/4 informa o limite de quatro semínimas. Você poderá utilizar qualquer unidade de tempo, desde que o compasso seja preenchido corretamente.
Por exemplo: um compasso 4/4 suporta quatro semínimas, então você pode utilizar uma semibreve (que possui o mesmo tempo de quatro semínimas); Ou você pode usar oito colcheias (Que somadas, também possuem o mesmo tempo de quatro semínimas).
Enfim... Basta preencher o compasso de modo que a soma de todas as notas dentro do compasso seja igual à das quatro semínimas que o compasso informa (Ou a soma que qualquer outro compasso informe. Por exemplo, um compasso 3/4 informa o limite de três semínimas).

Depois que a soma é completada, você terá formado um compasso, para iniciar outro compasso, você precisará "dividir" sua partitura entre um compasso e outro, para isso usamos um "travessão", uma linha vertical que divide um compasso de outro.
Cada um desses compassos deverá possuir a mesma soma de tempos, sempre respeitando o valor informado no inicio de sua partitura.

Uma música pode utilizar mais de um compasso diferente, desde que essa mudança seja informada na partitura. Por exemplo, você pode começar a escrever uma música em compassos 4/4, passar à 3/4 no refrão e voltar à 4/4 durante o solo. Mas lembre-se esmpre de marcar essa mudança na partitura.

Uma partitura também pode informar a tonalidade da canção, para isso, informando no início da partitura os acidentes que a música possui.
Com isso saberemos a tonalidade da música, e não precisaremos marcar os acidentes na frente das notas da partitura. Por exemplo, se no início da partitura for informado sinais de sustenido nas notas: F, G, C, e D (F#, G#, C# e D#), saberemos então que a música estará na tonalidade de mi maior, ou sua relativa, dó sustenido menor.

Caso você precise anular um acidente, lembre-se que poderá sempre usar um bequadro para isso. Por exemplo, Caso precise transformar um dó sustenido em dó, utilize um bequadro na nota para cancelar o acidente.

Espero que este material seja de ajuda à vocês.
Logo mais trarei algumas partituras para que comecem a treinar a leitura e praticar.
Até a próxima!

6 comentários:

  1. site muito maneiro.gostei!!!!!!

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  2. Boa tarde amigo, tudo bem?

    Estou estudando partituras para guitarra e violão já faz algum tempo, entretanto hoje me deparei com uma pequena dúvida, da qual não consegui resposta na internet.

    Peguei a partitura de uma música que já conheço, Sweet Child o' mine, apenas com o intuito de fazer uma espécie de comparação.

    No começo da partitura ela avisa que o instrumento deve ser afinado meio tom a baixo, como é de conhecimento geral. Entretanto durante a execução da partitura, ela não leva em conta os tons como sustenido ou bemol.

    Por exemplo, logo de cara, no primeiro tom da música, temos um tom de Ré bemol, entretanto na partitura aparecia como Ré "normal".

    As partituras não levam em consideração a afinação na qual o instrumento se encontra? Elas digamos, levam em conta para execução a afinação tradicional da guitarra (E A D G B E)?

    Grato desde já.

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    Respostas
    1. Boa noite,

      Se foi especificado que deve-se usar a afinação um semitom abaixo, deve-se levar em consideração que todas as notas estão acidentadas com o bemol. Então se você se deparou com um ré, ele será um ré bemol. Se ele fosse acidentado com um sustenido, esse ré seria equivalente a um ré sem acidentes.

      Espera que tenha dado pra entender, minha didática é horrível

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  3. Oi Pessoal, encontrei um Vídeo de um Curso que ensina como ler partituras.
    Segue os assuntos que serão abordados neste curso:

    - Som e suas propriedades;
    - Música e suas divisões;
    - Pentagrama ou Pauta Musical;
    - Linhas e Espaços Suplementares;
    - Notas Musicais;
    - Claves de Sol
    - Figuras e Pausas;
    - Divisão Proporcional dos Valores;
    - Leitura de Partituras e Muito Mais !!!
    PRA QUEM QUISER VOU DEIXAR O VÍDEO NO LINK ABAIXO.

    >>>>>>> http://bit.ly/Aprenda_a_Ler_Partituras

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