quinta-feira, 17 de maio de 2012

Música clássica beneficia cirurgias

Cirurgiões acreditam que tocar música clássica beneficia a recuperação de pacientes que sofreram alguma cirurgia.
Durante o estudo realizado, os pacientes escutaram as obras mais relaxantes de Beethoven e Bach.
Para os que preferiam um tipo de som Easy listening, os cirurgiões também tinham à disposição canções de Frank Sinatra.

O estudo foi conduzido por Hazim Sadideen, um cirurgião plástico do hospital John Radcliffe, em Oxford. Segundo Sadideen: "Passar por uma cirurgia pode ser uma experiência estressante aos pacientes, e encontrar modos de deixá-los mais confortáveis deve ser nosso objetivo como cirurgiões". - Além de outros motivos, pacientes mais calmos lidam melhor com a dor, e se recuperam mais rápidamente.

"Este estudo em pequena escala é a primeira tentativa feita para medir o impacto que a música tem neste pequeno grupo de pacientes, e visa a necessidade de um maior centro de pesquisas para estabelecer se isso deve ou nao se tornar uma prática padrão"

No estudo, 96 pacientes que participaram de pequenas cirurgias de rotina, foram aleatóriamente designados a escutar música clássica, ou passar sua cirurgia em silêncio. Todos estavam acordados durante o procedimento, que incluem retirada de lesões da pele e limpeza de feridas após acidentes.
Os pacientes que passaram sua cirurgia escutando música, demonstraram baixa ansiedade e uma menor taxa de respiração que os outros pacientes.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ter aulas de música aumenta o Q.I.

Um estudo realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, reporta que ter aulas de música deixa a pessoa mais inteligente, aumentando seu Q.I.

A idéia de que estudos musicais deixa as pessoas mais inteligentes recebeu uma atenção considerável de acadêmicos e também da mídia.
O estudo atual foi feito com crianças, em dois tipos diferentes de grupos de estudos, um com alunos que fazem aulas de teclado, e canto, e um segundo grupo de controle, com alunos de teatro, e pessoas que não fazem nenhum tipo de aula artística.

O Q.I foi medido antes e depois dos testes. Comparando o Q.I. de crianças do grupo de controle, o grupo musical exibiu um aumento mais significante da escala de Q.I. (Cerca de 6 e 8 pontos de Q.I.).

O pdf com o estudo pode ser encontrado aqui.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Roger Waters e o antológico "The Wall - Live"

No último dia 01, o inglês, ex-baixista do Pink Floyd, fundador da banda, guitarrista, letrista, vocalista e compositor Roger Waters, orquestrou um dos maiores espetáculos musicais na terra: o show “The Wall – Live”, no estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), localizado na capital paulista.
Para quem está mais familiarizado sabe que Roger Waters se separou do Pink Floyd em 1985 para seguir carreira solo, e é o detentor dos direitos autorais do álbum The Wall, dentre outros álbuns conceituais da banda (The Dark Side of The Moon, Wish You Were Here e Animals).
Desde 2010 a turnê “The Wall – Live”, realiza um dos mais contemplativos shows de rock do mundo, apresentando o álbum na íntegra com efeitos visuais, sonoros e pirotécnicos.
Waters além de ser um músico altamente perfeccionista, é um ativista nas causas sociais, políticas e ambientalistas; se aprofunda no regimento político, religioso e militar de cada país antes de suas apresentações, e de maneira artística, o músico não se preocupa somente com a perfeição musical de cada apresentação, mas de show para show, de país em país, ressalta os problemas que cada nação vem enfrentando atualmente em termos sociais.

Os presentes neste show do último domingo tiveram a consciência das dimensões deste evento assim que se dirigiam ao estádio, ainda à caminho, a cidade parecia ter sido tomada por apreciadores do rock de diversas parte do Brasil e da América Latina, ouviam-se sotaques e idiomas diferentes, viam-se filas de van de excursão com placas de diversos estados, em cada ponto de ônibus, em cada estação de metrô, notava-se a ansiedade nos rostos de pessoas com camisetas, bandanas e bandeiras da banda Pink Floyd ou do álbum The Wall.
Ao nos aproximarmos do arredores do estádio, constatamos as proporções do evento, filas enormes, milhares e milhares de pessoas à perder de vista, com segurança, organização e uma infraestrutura impecáveis, assim que adentramos na pista 3 horas antes do show, as arquibancadas já estavam praticamente lotadas, e até a hora do início do show, que estava marcado para as 19:30h, não se via mais área desocupada, o estádio lotou com 70 mil cabeças!
Público da arquibancada, foto antes do show.
Contemplar aquele palco enorme durante todo o tempo de espera, contados minutos a minuto, nos levava a um estado de êxtase ao imaginar o que viria pela frente. Ai você que não pôde comparecer ao show, como forma de consolo talvez esteja pensando “deve ter sido igual ao DVD”, mas meu amigo, eu devo lhe dizer, foi MUITO melhor.
Palco, antes do show.
A banda subiu ao palco com somente 15 minutos de atraso, e o show se iniciou após a réplica de um avião de guerra se chocar com o dantesco muro de 137 metros de largura, construído de arquibancada à arquibancada, que provocou uma explosão no palco e após um amostra de fogos de artifício saídos de cima do palco, se inicia a apresentação da banda com a música In The Flesh?, seguida de The Thin Ice e Another Brick In The Wall pt. I o público delirou, dos mais marmanjos às mais ensandecidas fãs, notei algumas lágrimas, eu mesma, não contive algumas, tamanha era a emoção. E meu amigo, se eu tentar encontrar no dicionário as palavras mais dignas para descrever o que foi toda aquela sensação, tenho certeza que será perca de tempo, não existe um verbo, um termo ou um adjetivo para exatificar uma descrição cabível àquele espetáculo (estou arrepiada só ao lembrar).
Assim como na sequência do álbum, veio The Happiest Day Of Our Lives e em seguida a aclamada Another Brick In The Wall, pt. II, com o coro das 70 mil pessoas presentes, além do coral das crianças de um instituto da maior favela paulista, a Heliópolis. Neste momento, um gigante boneco inflável de um monstruoso professor, representando a opressão das escolas e da metodologia de ensino, que vale ressaltar, aqui no Brasil é digna de vergonha; se move pelo canto direito do palco, enchendo olhos e ouvidos de admiração.  
Durante a música "Another Brick in the Wall, pt. II
Fear Builds Walls (o medo constrói paredes), era a frase estampada na camiseta das crianças ao palco. Roger dá uma pausa para conversar com o público, com um discurso ensaiado em português, fala sobre a injustiça opressora no mundo, sobre as vítimas e guerra inocentes, sobre famílias corrompidas, infâncias ceifadas, sobre a crueldade existente aos menos favorecidos, tudo isso resumido em imagens que passavam no enorme muro, ele inclusive falou da injustiça que o mineiro Jean Charles de Menezes sofreu na Inglaterra, ao ser morto após ter sido confundido com um terrorista.

Envolto pela correia de um violão, Roger Waters inicia Mother, e enquanto cantava a parte ”Mother, should I trust the government?” (Mãe, eu devo confiar no governo?) no muro era projetado a frase NEM FUDENDO.
Em Good Bye Blue Sky, outra música emocional, com seu cunho de protesto, o público avistou no muro a projeção de aviões soltando ao invés de bombas, símbolos como cruzes cristãs, a estrela judaica, logomarcas de empresas multinacionais como McDonald's, Shell, Mercedez, dentre outras petrolíferas, empresas essas que sabemos bem, contribuem para o crescimento do mercado capitalista, explorações da natureza, infligindo leis ambientais sem grandes punições.
Durante "Good Bye Blue Sky"
Neste momento, o que parecia ser até então somente o seguimento da linha ideológica deste conceitual álbum do Pink Floyd, é mostrada a visão de Roger Waters sobre o mundo em que vivemos, sobre os efeitos que o dinheiro, o poder e as guerras têm sobre a nossa humanidade. Assistir a isso tudo diante dos olhos, é como levar um tapa na cara de mãos atadas, um incentivo à revolta individual dos presentes que entenderam o real significado das mensagens.
Enquanto víamos diversos fatos, diversas imagens históricas projetadas no imenso muro, tijolos iam se erguendo e fechando-o, até a entrada de Goodbye Cruel World, última faixa do primeiro disco, deste álbum duplo.
Antes do intervalo, final da canção "Goodbye Cruel World".
Após um intervalo de 20 minutos, tempo este em que refleti particularmente sobre tudo o que foi mostrado até então, a primeira música do Disco 2, Hey You, inicia-se, seguida de Is There Anybody Out There? e Nobody Home. Mais duas músicas e chega finalmente a vez de Confortably Numb, em que o público cantou junto efusiva e emocionalmente. Durante a Run Like Hell, um javali inflável enorme é dirigida ao público, com frases escritas à serem vistas por todo o estádio “BRASIL É LAICO” de um lado, e “O NOVO CÓDIGO FLORESTAL VAI MATAR O BRASIL” de outro. 
Javali já esvaziado pela platéia.
Para os desinformado, o novo código florestal foi criado para favorecer os maiores fazendeiros e latifundiários das terras brasileiras, que em suas terras há grande parte das florestas preservadas pelo IBAMA, nascentes de rios, mata atlântica e pantanal, até então defendidas e intocadas pelo órgão responsável por sua conservação. Este javali, antes mesmo de chegar à metade da pista, foi massacrado e se esvaziou.
Roger Waters vestido com representativo uniforme emblemático.

Projeções no muro ainda intacto.
Enquanto isso a banda tocava a frente do muro, até o início de Tear Down The Wall (derrubem o muro), em que ele vem abaixo junto com The Trial. Na última música do segundo álbum, Outside the Wall, Waters e banda vêm à frente dos destroços para finalizar a apresentação. Agradecendo ao público depois dessas mais de 2 horas de show, a plateia numa mescla de cansaço, euforia, extase e exaustão, se retiram das pistas e arquibancadas desta apresentação que não houve pedido de bis, e neste momento é que ouvimos diversos comentários dos mais fãs aos nem tanto, das constatações, e das comparações com o seu show anterior “The Dark Side of The Moon” aqui no Brasil em 2007. 


Essa apresentação, este espetáculo fantástico, sem dúvida ficará marcado na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de presenciar tal evento.
Um sonho realizado aos fãs de Pink Floyd e do multitalentoso músico Roger Waters.

Final do show, banda em agradecimento, destroços do muro ao fundo.
Banda:

Roger Waters – vocal, baixo, violão, trompete
Robbie Wyckoff – vocal
Graham Broad – bateria, percussão
Dave Kilmister – guitarra, banjo
G.E. Smith – guitarra, baixo, bandolim
Snowy White – guitarra
Jon Carin – teclado, violão, guitarra
Harry Waters – órgão, teclado
Jon Joyce – backing vocals
Kipp Lennon – backing vocals
Mark Lennon – backing vocals
Pat Lennon – backing vocals

Set List:
PRIMEIRA PARTE
1 – “In the Flesh?”
2 – “The Thin Ice”
3 – “Another Brick in the Wall – parte 1″
4 – “The Happiest Days of Our Lives”
5 – “Another Brick in the Wall – parte 2″
6 – “Mother”
7 – “Goodbye Blue Sky”
8 – “Empty Spaces”
9 – “What Shall We Do Now?”
10 – “Young Lust”
11 – “One of My Turns”
12 – “Don’t Leave Me Now”
13 – “Another Brick in the Wall – parte 3″
14 – “The Last Few Bricks”
15 – “Goodbye Cruel World”
SEGUNDA PARTE
16 – “Hey You”
17 – “Is There Anybody Out There?”
18 – “Nobody Home”
19 – “Vera”
20 – “Bring the Boys Back Home”
21 – “Comfortably Numb”
22 – “The Show Must Go On”
23 – “In the Flesh”
24 – “Run Like Hell”
25 – “Waiting for the Worms”
26 – “Stop”
27 – “The Trial”
28 – “Outside the Wall”

Imagens por Wagner Pinheiro.

domingo, 25 de março de 2012

Parabéns para vocês!


Leitores do blog, o Johnny-Max escreveu sobre o aniversário do Guitarra & Música, e eu venho fazer o meu adendo como colaboradora do blog.
A contribuição deste blog para o mundo da música e dos músicos no geral (principalmente aos iniciantes e estudantes de música), é algo muito gratificante para nós. Reconhecidos por vocês, nossos leitores, que contribuem não só para o número de visitas, mas para o nosso crescimento, pois escrevemos para vocês e cada post é uma pesquisa, é um aprendizado; a cada curiosidade, dicas técnicas, e diversos assuntos relacionados ao mundo da música e seus variados gêneros musicais, numerosos instrumentos musicais, um sem par de geniais músicos; tudo isso nos faz querer estudar música cada vez mais e mais..
Tudo o que se relaciona ao tema deste blog, nos interessa.

Escrevemos com paixão, pois a troca de informações e a nossa partilha de conteúdo nos dá prazer e é isto que nos fortalece à continuar. Portanto eu e o Johhny-Max agradecemos à todos que nos visitaram um dia e voltaram pelo menos uma única vez para ler esta mensagem.

Continuem todos estudando música, é a força de vontade e o aprendizado que o torna um verdadeiro músico. Tocar um instrumento é aprender constante sobre ele.

O que seríamos sem a música?

Imagem: Google Imagens
Até a data de hoje, o post detentor do maior número de visitas, com 15306 visualizações fala sobre Os diversos Shapes/Modelos de Guitarra

O mais comentado foi o post sobre Palhetas 

Na retrospectiva do blog, Johnny fala sobre os mais curiosos e interessantes posts. 

O aniversário é do blog, mas o nosso verdadeiro presente são vocês, leitores, que acompanham os nossos textos, apreciam e comentam.
Muito obrigado!

E se você tiver dicas de postagens e quiser saber mais sobre determinados assuntos relacionados ao mundo da música e dos instrumentos musicais, mande-nos sua ideia, será muito bem vinda.  

quinta-feira, 22 de março de 2012

Cães músicos

Quem poderia imaginar que um cão bem treinado poderia ter até mesmo capacidades musicais...
Os cães do vídeo a seguir não só reconhecem a canção, como também conseguem reproduzi-la em um piano especialmente feito para ser tocado com suas patas, confira:

sábado, 10 de março de 2012

Música vegetal

Neste blog já vimos a Música de frutas, agora vamos ver a música de vegetais.

Nan Weidong e Nan Weiping são dois irmãos chineses que ficaram famosos por participar de vários programas de TV e shows de talentos tocando instrumentos musicais um tanto inusitados.

Os irmãos tocam instrumentos feitos principalmente a partir de vegetais, tais como cenouras, cebolinhas e flor de lótus, porém eles também vão além de vegetais, e conseguem fazer música até mesmo com tubos de pasta de dente.




Bônus!
Orquestra de música vegetal:

quarta-feira, 7 de março de 2012

Robôs músicos

Um grupo de engenheiros da Universidade de engenharia e ciências aplicadas da Pensilvânia desenvolveram um projeto musical muito interessante: Fazer música a partir de robôs, que controlados por meio de um computador conseguem tocar instrumentos musicais.

Confira o vídeo no link da matéria: https://www.guitarraemusica.com.br/drones-robos-musicos

sábado, 3 de março de 2012

Aprendiz de luthier da periferia de SP utiliza madeira encontrada no lixão para criar violinos


Desde 2009, quando começou a frequentar aulas de luthieria, David Rocha de 20 anos, busca no lixo a madeira para montar seus próprios instrumentos.
Com a madeira que encontra, David já construiu um alaúde, um cavaquinho, um bandolim, uma rabeca e outro violão, barroco. 
David utilizando madeiras velhas para criar seus instrumentos (Fonte: Folha)
O interesse pela música vem desde criança. Determinado a montar um violino só para ele, David encontrou nos móveis descartados um meio para isso.
"Cada madeira que eu encontrava, mostrava para o professor, para saber se servia", conta David. Ele cursa o último ano do ensino médio e hoje é monitor da oficina de luthieria durante a tarde.
Pelo trabalho, ele recebe uma bolsa de R$ 450 da Fundação Tide Setúbal, que promove o curso no Galpão de Cultura e Cidadania de São Miguel Paulista.
Como não segue as rígidas especificações usadas na fabricação do violino, o que David fabrica está mais para uma rabeca-violino.
"Ele obteve um resultado de qualidade muito rápido para quem está começando", elogia Fábio Vanini, professor da oficina de luthieria.
"A vantagem de ele usar as madeiras do lixão é que elas passaram pela prova do tempo, não vão mudar mais suas características", diz o luthier.
Ideias de reciclagem:
O interesse de David por materiais reciclados pode se tornar uma vantagem, já que o ofício sofre com a falta de madeira nacional disponível.
Segundo Vanini, a maioria dos bons violões é feita com jacarandá-da-bahia, que tem o corte proibido. Ou de mogno, difícil de ser encontrado.
Assista ao vídeo:



















Após assistir ao vídeo, Heber Sanches, professor de violino da Fundação Bachiana, quer convidá-lo para ter aulas na fundação:.
"Bacana o som que ele tira do instrumento. E tem muito luthier que adoraria tê-lo como aprendiz".
Fonte: Folha

Que grande inspiração! Sinto enorme emoção ao ver um jovem tão dedicado, que aparentemente tem pouca instrução e de origem humilde, se dedicando ao complexo mundo da luthieria. Se em apenas 3 anos eles já adquiriu conhecimento e capacidade para desenvolver instrumentos funcionais, prevejo um grande futuro para este rapaz. Dou os meus parabéns! E que ele se torne um grande músico e possa enfim, realizar seu sonho de tocar na Sala São Paulo como um grande instrumentista.
Nós que conhecemos bem a realidade do Brasil sabemos que nada mais do que muita força de vontade pode levar alguém a se tornar um mestre luthier e músico, já que vergonhosamente desprovemos de um plano governamental de incentivo à cultura e música de qualidade.
Boa sorte David!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pesquisadores usam imagens de Raio-X para reconstruir Stradivarius pela primeira vez


Descoberta pode abrir caminho para cópias fiéis mais baratas e ajudar os músicos que sempre quiseram tocar e estudar um Stradivarius original.
Mil imagens de raio-x foram utilizadas para reconstruir modelo em 3-D.
Existem somente 650 violinos Stradivarius originais no mundo.
As réplicas dos originais ajudarão a reconhecer as cópias falsas existentes.

Uma réplica exata de um violino Stradivarius de 1704, que utiliza imagens de raios-X
Este estudo da Sociedade de Radiologia da América do Norte que levou dois anos para ser desenvolvida, vai tentar desvendar o porquê da fascinação pelos modelos de violino Stradivarius a partir de tomografias computadorizadas utilizando raios X. A equipe “fotografou” a peça cerca de mil vezes para obter cada detalhe do instrumento sem causar nenhum dano ou desmontar o objeto.

O violino original - armazenado na Biblioteca do Congresso dos EUA - ao lado da réplica, esculpida por computador
Um violino de 1704 foi então reconstruído usando ferramentas da máquina computer-aided.
O resultado foi a criação de um modelo em 3D (e posteriormente em madeira) que é uma réplica perfeita dos originais. Fora estudar o método da fabricação e o funcionamento do modelo, será possível utilizar o protótipo digital como base para reconhecer cópias falsas do instrumento.
Assim que este estudo for concluído, futuramente algumas das réplicas serão disponíveis no mercado para os estudantes de grandes escolas de música do mundo.

Um Stradivarius original vendido num leilão recentemente custou 15,9 milhões de dólares!

Antonio Stradivari, um italiano que viveu de 1644-1737, é considerado o maior fabricante da história do violino. Dos cerca de 1.000 violinos que Stradivari fez, somente 650 ainda existem e são muito apreciados por sua qualidade de som única. Existem muitas teorias mas nenhuma explicação simples para a superioridade do Stradivarius. Alguns acreditam que é simplesmente a madeira que Stradivari utilizou.
Muitos fatores influenciam o som de um violino - a partir das qualidades da madeira com a forma do instrumento, o grau de arqueamento e espessura da madeira. 

CNC equipamentos esculpe modelos 3D ultra-precisos dos scans - e pode produzir uma réplica quase perfeita com base em exames de um objeto original. Mesmo assim, a réplica foi concluída com a mão.
Fonte: Daily Mail